Uma Mensagem de Feliz Ano Novo

por Dilvo Rodrigues

Uma vida cada vez mais simples. Humildade e compaixão. Dignidade e saúde. Vitórias, respeito ao próximo e sabedoria nas derrotas. Muita resiliência. Sorrisos e, se tiver de chorar que tenha alguém do seu lado que enxugue suas lágrimas. Menos selfie, mais palavras de gratidão. Fé e amor no coração. Adrenalina, um pouco de dinheiro no bolso, vontade de conhecer o mundo e contribuir para que ele melhore. Responsabilidade, firmar compromissos é também um ato de liberdade. Valorize sua mulher, sua esposa, sua namorada. Valorize seu homem, seu marido, seu namorado. Dê uma chance, dê uma segunda chance. Jamais dirija sob efeito de álcool. Perdoe. Escute seu coração, sua voz interior. Leia um jornal todo dia, sorria, aprenda uma piada nova ou a trocar a lâmpada queimada. Vá ao cinema sozinho ou sozinha. Trabalhe. Você tem de fazer algo que te recompense além do dinheiro. Não jogue lixo na rua e pare de fumar. Rancor e raiva podem destruir sua vida. Cante, ouça a mesma música dez, vinte vezes seguida. Nunca ria ou deboche do sonho de alguém. Vote no Aécio Neves, vote na Dilma, mas eleja o país. Recomece.

Isso é o que o Meras Crônicas deseja para o seu ano de 2015. E, gostaria de agradecer também a todos que gastaram um pouco do seu precioso tempo para ler e compartilhar das fantasias e histórias que aqui são publicadas todas as semanas.

Feliz Ano Novo!

Samba no Lava-Car

por Dilvo Rodrigues

Parece um típico pagode de laje, desses que acontecem nas favelas cariocas. Mas o lugar é um antigo lava-car situado um pouco pra cima do Largo da Ordem, em Curitiba. Da praça, a gente já escuta o som do tam tam e do pandeiro. Uma voz se destaca em meio a outras vozes em coro – “Eu te quero só pra mim, como as ondas são do mar. Não da pra viver assim.” – E se vê também um movimento de gente alegre na entrada da festa. São pessoas rindo, pessoas dançando, pessoas beijando, pessoas bebendo e conversando. Um rapaz cobra a entrada de cinco reais e entrega um ticket. A gente já desce as escadas balançando a cabeça, com a mão pra cima e o sorriso nas orelhas.
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