Joga Pedra no Rio

por Dilvo Rodrigues

Tem gente que joga pedra no rio.
Tem gente que joga sofá no rio,
Mata um desafeto e joga no rio.
Pneu e garrafa pet, joga no rio.
É tudo o que tem de coisa ruim que sai da gente e a gente joga no rio.
Ignorância, principalmente.
Mas fico nervoso mesmo de gente que joga pedra no rio, pra bater três vezes na lâmina d’agua, feito três tapas na cara do coitado.
Não contente, vem um outro e joga lama no rio.
Felizmente, a lama vai passar.
Mas o sofá e as pedras vão ficar lá, jogadas no rio.

Aquele Mesmo Rio, de Outras Histórias

por Dilvo Rodrigues

Eu trabalho em frente ao rio. Não é assim, aquela coisa bucólica e romântica, não. Não é aquela cena de filme que a gente coloca uma cadeira ali às margens do Rio Doce, sentado com um computador no colo. Mas a água tá ali, passando do outro lado da rua. Ou seja, é só descer as escadas, apertar o botão “abre” do portão eletrônico, atravessar a rua e pronto. Acontece o barulho do rio passando, calma e poluidamente, fugindo para o mar. Amamos esse rio. Mas sabe como é? Nem sempre a gente sabe cuidar bem daquilo que ama.
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