É Tudo Culpa da Daniela Mercury

por Dilvo Rodrigues

O primeiro disco que ganhei foi um vinil da Daniela Mercury, o Música de Rua! Eu tinha uns 10 anos, nunca nem tinha ouvido falar nela, em música baiana, essas coisas. Meu irmão mais novo queria comprar Sandy e Jr., aquele que tinha “que co c foi faze nu matu, Maria Chiquinha!?”. Tinha mais a ver com a idade da gente, né? A Andreia, uma das minhas irmãs ficou lá, de capetinha no ouvido. “Compra da Daniela Mercury, Dilvin. Compra o da Daniela Mercury. Compra!”
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O Bloco do Cabelo Doido

por Dilvo Rodrigues

No Bloco do Cabelo Doido desfilaram moçoilas e machões, gatinhas e bonitões de qualquer orientação e faixa salarial. Esteve presente o repórter de TV, porque um turma resolveu que a trilha sonora seria a dança do risca faca. Assim, a polícia resolveu criar suas próprias composições, uma delas se chamava “O porrete também canta”. O médico resolveu aparecer, muita gente acabou passando mal de alegria. Dizem que quando o doutor colocava o estetoscópio no coração do sujeito ou da “sujeita”, ouvia mesmo eram as batidas de um sorriso. No Bloco do Cabelo Doido ninguém pagou para ser rainha da bateria, nem para se fantasiar de baiana e muito menos para fazer parte da comissão de frente. Lá na hora tudo se fez assim: “Quem quer ser rainha da bateria?”. As beldades todas levantavam as mãos. Fiquei feliz! Minha agremiação é a única escola de samba do mundo que tem 10 rainhas de bateria. A Mangueira só tem uma. Enfu!
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