Uma Mensagem de Feliz Ano Novo

por Dilvo Rodrigues

Uma vida cada vez mais simples. Humildade e compaixão. Dignidade e saúde. Vitórias, respeito ao próximo e sabedoria nas derrotas. Muita resiliência. Sorrisos e, se tiver de chorar que tenha alguém do seu lado que enxugue suas lágrimas. Menos selfie, mais palavras de gratidão. Fé e amor no coração. Adrenalina, um pouco de dinheiro no bolso, vontade de conhecer o mundo e contribuir para que ele melhore. Responsabilidade, firmar compromissos é também um ato de liberdade. Valorize sua mulher, sua esposa, sua namorada. Valorize seu homem, seu marido, seu namorado. Dê uma chance, dê uma segunda chance. Jamais dirija sob efeito de álcool. Perdoe. Escute seu coração, sua voz interior. Leia um jornal todo dia, sorria, aprenda uma piada nova ou a trocar a lâmpada queimada. Vá ao cinema sozinho ou sozinha. Trabalhe. Você tem de fazer algo que te recompense além do dinheiro. Não jogue lixo na rua e pare de fumar. Rancor e raiva podem destruir sua vida. Cante, ouça a mesma música dez, vinte vezes seguida. Nunca ria ou deboche do sonho de alguém. Vote no Aécio Neves, vote na Dilma, mas eleja o país. Recomece.

Isso é o que o Meras Crônicas deseja para o seu ano de 2015. E, gostaria de agradecer também a todos que gastaram um pouco do seu precioso tempo para ler e compartilhar das fantasias e histórias que aqui são publicadas todas as semanas.

Feliz Ano Novo!

Esquecidos no Tempo

por Dilvo Rodrigues

“Devagar e sempre, ninguém passa na frente.”, disse certa vez o poeta curitibano Sérgio Rubens Sossélia, falecido em 2003. Isso refletia um pouco da angustia do escritor a respeito da abrangência dos escritos dele junto ao público leitor. Ou seja, o medo de não ser lido por ninguém. O Enerst Hemingway, um dos escritores que mais influenciaram a literatura moderna, pretendia que seus livros fossem objetos de leitura e comentários por uns 40 anos, isso depois de publicados. Eu gostaria de escrever um texto para ser lido daqui até às 14 horas da próxima segunda-feira. Não que eu tenha a ânsia de ser lido por dezenas de lindas estudantes universitárias de direito, durante os cincos anos de faculdade, ou pelos intelectuais curitibanos mais bem vestidos de casacos de lã. Eu, se pudesse, gostaria de ser lido no ponto de ônibus por uma secretária ou por um office-boy, enquanto espera da gerente o comando para ir entregar a próxima condicional.
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Borboletas

por Dilvo Rodrigues

Nessa manhã, uma borboleta apareceu de repente no quarto. Achei incrível por que a janela e a porta ficaram fechadas a noite toda. Ainda deitado, vivendo minha depressão matinal, vi o bichinho voando desastrosamente para o corpo do violão. O ventilador estava ligado, cheguei a temer que ela fosse cometer a loucura de se aventurar num voo rasante pelas hélices do aparelho. Foi o que ela fez, mas correu tudo bem. Há muito tempo eu não via uma borboleta assim, tão de perto. A última foi na nuca de uma amiga que resolveu bater asas para bem longe daqui.
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