O Rapaz Exótico

por Dilvo Rodrigues

Sentamos à mesa. Era uma mesa mais afastada do movimento do bar, que na verdade se tratava de um lugar que vendia espetinhos dos mais variados sabores possíveis. Devia se chamar Espetinho do Valmir, Espetinho do Vladmir ou coisa que o valha.
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A Marca da Estrela

Por Dilvo Rodrigues

Era uma pescaria daquelas que a gente fica o dia inteiro tentando fisgar o danado do peixe. A lagoa dos Medeiros já não fazia fartura na mesa dos pescadores da região. Mas, todo mundo gostava de gastar um bom tempo jogando prosa fora, pitando uns cigarros e olhando o lugar, que era bonito que só. A lagoa tinha águas azuladas e tranquilas. Em volta tinha uma pastagem verde, era tanto mais verde quanto mais brilhasse o sol. E ao fundo, tinha um monte, um rochedo chamado de Olheiro. Quando algum pescador conta história mentirosa, o monte vira gente e chega na roda de conversa, com aquele chapéu preto, desmentindo o 171 do cabra. Eu nunca vi acontecer, mas os mais velhos dizem que é de vera. Vai ver todo mundo começou a dizer só a verdade desde então.
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