Um Mundo de Fantasias

por Dilvo Rodrigues

“O Sapo não lava o pé, não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer.” Nunca pensei que eu fosse ver uma galinha pintadinha cantando música sobre um sapo. Mas, no mundo da imaginação, leão pode latir feito cachorro e elefante mia feito gato. É possível até que o sapo entenda a língua da galinha, entenda a música e não goste nadinha dessa história de ter chulé. Ele se mandou depois que o ribeirão secou para mais tarde reaparecer como um bonito príncipe, ao lado de uma linda princesa. O munda dá voltas, não é verdade? Leia mais »

Aquele Mesmo Rio, de Outras Histórias

por Dilvo Rodrigues

Eu trabalho em frente ao rio. Não é assim, aquela coisa bucólica e romântica, não. Não é aquela cena de filme que a gente coloca uma cadeira ali às margens do Rio Doce, sentado com um computador no colo. Mas a água tá ali, passando do outro lado da rua. Ou seja, é só descer as escadas, apertar o botão “abre” do portão eletrônico, atravessar a rua e pronto. Acontece o barulho do rio passando, calma e poluidamente, fugindo para o mar. Amamos esse rio. Mas sabe como é? Nem sempre a gente sabe cuidar bem daquilo que ama.
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Deus; Um Cara Maneiro

por Dilvo Rodrigues

Parafraseando o grande Rubem Alves, nunca vi as pessoas dedicando coisas prazerosas para Deus. É coisa penosa, martírio, sacrifício e dor. Subir três mil degraus de joelhos, caminhar 200 km em um campo minado, deixar de comer chocolate, parar de jogar futebol, nunca mais fazer sexo. Nunca vi ninguém falar que vai fazer um bolo de fubá, um gol de placa ou um vinagrete para agradecer pela graça atingida. Se o Sujeito demorou sete dias para criar isso tudo (um tempão, no meu entendimento) é por que Ele deveria ter parado e pensado: “Como eu posso fazer com que isso aqui seja bacana?”. Eu não sei se você concorda, mas Deus não colocou defeito e nem proibiu nada. A gente que é cabeça dura.
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