O Vampiro Uruguaio

por Dilvo Rodrigues

Foi em 1986 que Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro, apareceu pela primeira vez na telinha. Um dos personagens mais conhecidos do saudoso Chico Anysio, ele sempre se dava mal nas tentativas de conseguir sangue. E justificava os fracassos através do fato de ser brasileiro. Claro que em 1986 eu não tava na frente da TV acompanhando a primeira aparição do primo do Drácula, mas quem sabe o Luis Suárez, jogador do Uruguai, não estivesse. Na verdade, ele nem tinha nascido na primeira aparição do dentuço brasileiro. Mas, vai que ele fique assistindo vídeos de vampiro no youtube com a mesma frequência que eu assisto filmes dos Trapalhôes.

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Parabéns Atrasado

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por Dilvo Rodrigues

Dia 12 de junho. Foi dia dos namorados. Foi dia de jogo do Brasil. Foi “O” dia do aniversário de um aninho deste humilde blog de palavras do segundo escalão. Sim, esqueci a data. Assim como o Marcelo esqueceu que jogava para o Brasil naquele dia de gol contra. Porém, nada de piti de mulher magoada. Vamos soltar balões, tocar vuvuzela e estourar rojões. É dia de felicidade! Olha que tudo começou como uma forma de espantar dor de cotovelo por ter tomado um pé na bunda da ex-namorada. Hoje, é paixão demais da conta esse meu, nosso lugar. Não troco você, Meras Crônicas, por aquela infeliz!
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Rumo à Geladeira

por Dilvo Rodrigues

Ando pela casa vazia, abro a geladeira. Olho e procuro e não encontro nada que me dê vontade de beber ou comer. Ultimamente, percebi que a vontade só vem depois de abrir a geladeira ou a dispensa da cozinha. Nunca mais senti vontade de comer pudim sem que o mesmo estivesse pronto e me esperando ali, em uma daquelas prateleiras geladas. Hoje eu fico desejando que o sentimento volte e que eu pudesse dizer: “Como estou com vontade de comer pudim.” A verdade é que eu não tenho vontade alguma.
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Vendo Bicicleta

por Dilvo Rodrigues

Vendo bicicleta de dois amortecedores, frontal e central. Na cor preta e vermelha, pesando 9 kg, com documentação em dia, vários arranhões de capotes noturnos. Vendo bicicleta com freio regulado, selim confortável, pneu da frente careca e pneu de trás em dia e, no guidão, escrito o nome da Josefina, minha antiga namorada. Vendo! Único dono, tomava banho duas vezes por mês, mas era vista todas as sextas-feiras trancada na lixeira na frente do bar Manacá. Esnobada pela patricinha de cabelo de chapinha, que não quis sentar no quadro, bêbada, depois da festa Funk Deluxe. Deve ter seus 100 mil quilômetros rodados em 12 anos, foi e voltou à Alpercata numa velocidade incrível e subiu a Ibituruna com muito custo. Vendo!
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